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| HISTÓRIA | ||||||||||||||||||
| FICHA TÉCNICA | SINOPSE | |||||||||||||||||
| Um belo dia, o pescador Takashi trabalhava no mar quando, sem querer, acabou pescando uma sereia, a bela Yumiko, perdendo todos os peixes no processo. Acontece que Takashi é o empregado de Asuka, uma vampira meio maluca que é dona de um restaurante de comida japonesa. Os frequentadores do lugar são monstros e Youkais violentos, que não vão gostar de saber que não tem nenhum peixe. Asuka ia acabar se dando mal, mas graças a Yumiko, que se revela um incrível cozinheira, ela é salva, e a sereia passa então a trabalhar no restaurante. Você pode ver um resumo dessa história, que corresponde a primeira edição impressa, logo abaixo (clique para ampliar): | ||||||||||||||||||
| Autor: Nilton Simas | ||||||||||||||||||
| Ano de criação: 2000 | ||||||||||||||||||
| Gênero: Humor | ||||||||||||||||||
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CRIAÇÃO Lunchtime nasceu inicialmente em torno da vontade de se criar uma história de humor, usando uma sereia como personagem principal. Assim, ao invés de fazer aquilo que uma sereia "normalmente" faz, imaginou-se uma atividade que um sereia jamais faria. Foi quando surgiu a idéia da personagem Yumiko, que seria uma expert na cozinha. Seguindo a mesma linha de pensamento, e aproveitando a deixa de usar um personagem mitológico em uma situação inusitada, a dona do restaurante aonde a sereia trabalha é Asuka, uma vampira, que brinca com o esteriótipo do vampiro clássico, fazendo coisas na história que um deles jamais faria. Takashi surgiu como um contraponto, fechando o trio principal no papel do pescador humano que se desdobra para ajudar sua amiga vampira. Esta idéia básica acabou por criar um universo em torno do restaurante, na forma de uma cidade chamada de M´kay City, frequentado por humanos e por criaturas mitológicas de forma cotidiana e pacífica. Deste modo, a cada episódio de Lunchtime, prepare-se para se deparar com as crituras mitológicas mais famosas, fazendo coisas que você jamais imaginaria. |
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| "Fotografia de satélite" de M´kay City, mostrando a sua forma peculiar. (clique para ampliar) | ||||||||||||||||||
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CONCEITO Uma idéia simples, mostrar os seres mitológicos mais famosos, vivendo juntos com humanos normais, resultou numa história muito engraçada, mas que também possui uma sutil mensagem de união, de aceitação daquilo que é diferente. Mesmo que o dia-a-dia dos personagens seja bem agitado (Asuka que o diga!), ninguém é perseguido ou julgado apenas por ser diferente. Uma característica típica na aparição dessas criaturas nas histórias ficcionais é que, apesar de serem a maior motivação para que a dita história seja lida/vista (basta, por exemplo, ver o sucesso que vampiros e lobisomens fazem, tanto nos livros como no cinema), a criatura é em geral colocada numa posição de antagonista, de ameaça ou praga, que precisa ser combatida, para que a humanidade continue sua vida normal. Uma das questões básicas que eu queria trabalhar em Lunchtime é propor uma abordagem diferente, onde a criatura, ao invés de ser vista ou colocada numa posição de ameaça aos humanos "normais", é aceita como parte da comunidade, sem a radicional rejeição aos que são diferentes do padrão humano. Como se trata de uma comédia, mesmo os inevitáveis conflitos que qualquer comunidade possui são tratados de forma leve, sem exaltação a violência. CURIOSIDADES -A história foi criada originalmente para ser publicada no fanzine KONJO MANGÁ, também do Estúdio Magyluzia, mas devido a problemas na crição do fanzine, ela acabou sendo "escalada" para o primeiro número da MANGÁK. Na versão original, a historia seria sequencial (aberta), e teria outros personagens. Mesmo assim, uma edição especial, mais simples, foi publicada da Konjo Mangá especial. Você pode conhecê-la clicando aqui. -O nome dos personagens principais em japonês tem uma explicação. Quando a história era sequencial, iriam surgir outros restaurantes, especializados na comida de diversas partes do mundo, assim os donos de cada restaurante teriam os nomes correspondentes a sua nacionalidade. Aos poucos, os outros restaurantes vão surgir na série, completando a sequência. -A aparência da Yumiko foi decidida logo no início, pois queria-se manter a caracterização de sereia, facilitando a identificação imediata. Por causa disso, ela não se "transforma", ganhando pernas, como costuma acontecer em histórias desse tipo. Como ela nunca muda de forma, permanecendo com a cauda de peixe, ficaria uma dúvida: afinal, como ela "anda" na história? Simples, quando está fora da água, a sua cauda estica e ela desliza igual a uma serpente. -Um dos personagens menos conhecidos, mas que está em praticamente todos o episódios é o Squish, o ratinho que acompanha os personagens nas suas aventuras. Ele surgiu por acaso, na primeira história, como um simples detalhe no cenário (na primeira aparição do restaurante), e acabou sendo incorporado ao grupo principal. Por sugestão de meu amigo e leitor, Dino Freitas, Squish se tornou um mascote "discreto", que participa da história sem interagir diretamente ou ser citado pelos personagens, quase um observador dos fatos. Como ele é pequenino, uma outra amiga minha, Emy Yamachi, sugeriu que o ratinho ficasse na cabeça do Takashi, para que pudesse ser visto mais facilmente, e a partir daí eu "incorporei" o Squish às aparições do Takashi, geralmente fazendo referências ao que está acontecendo com o azarado pescador. Ainda pretendo contar a história dele, de como ele foi parar no restaurante. |
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